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domingo, 3 de junho de 2012

Gentileza

Era como um jogo, calculado e medido, tinha um tempo, uma espera , um perder e um ganhar.
Do coração só rancor e mágoa, nenhum perdão, nenhuma consideração, como juízes infalíveis, não escapou nada, tudo apagado, até os momentos mais puros e belos.
Mas o céu estava lá, dia a dia, com o sol , com as nuvens, com a chuva, e nele tudo era permitido e certo, totalmente de graça para o seu olhar.
O tempo passou, as palavras foram perdendo suas vogais e consoantes, perdendo o azedo da inveja e da mentira, ficaram sem sentido.
E a espera trouxe o silêncio repleto de verdades, a recompensa do tempo perdido, o que valeu a pena e o que o vento pode levar pra bem longe , pra nunca mais voltar.
Vento leva, o tempo passa, e a vida agradece por mais uma vida.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Palavra antiga

Escondida, mas não esquecida, o eterno cravado no meu ser, a certeza da alma.
Clara e lúcida, a alma não erra pois é amor, puro , sereno e doce.
O olhar andando junto com a vontade de acertar, agora para SEMPRE.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ocupe

A terra mãe, generosa e amiga, farta, transbordante de vida e luz, lugar do nascer e do morrer, ciclo interminável, nunca diz não, permanece acolhedora e calma, anfitriã.
Quem disse que existe um lugar? O lugar é de todos, com sol, chuva, frio e calor, nos foi dado.
Contemplar esta dádiva enche nosso coração de alegria, afinal o que fizemos para receber tanto da mãe terra?
Alguns consideram-se donos, donos? por que? ninguém comprou primeiro; ocuparam , é, ocuparam sempre!
Então ocupe, o vazio do seu coração, ocupe um lugar para habitar com dignidade, ocupe sua mente, ocupe sua falta.
O canto é seu, o lado é seu , o sol é seu, o alimento é  seu , o tempo é seu, o céu é seu, o mar é seu.
Ocupe o que já te pertence, onde nasceu, e onde vai morrer, ocupe o que nunca deveria ter um preço, ocupe todos os lugares do viver.
Salve sua vida , salve o planeta, aqui cabe todo mundo, aqui todos podem ser felizes, então OCUPE

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Espaço da cura

Entre o céu e a terra, os pés ficam suspensos, tímidos, não sabem se vão ou se ficam, preferem esperar, não podem correr, na verdade queriam dançar.
Lugar macio, mole, fofo e sem graça, denunciam a passividade imposta, cúmplices da tristeza.
Mas, o sonho, o sonho ninguém segura, voa, pula, salta, caminha e sente, guarda segredos,cúmplice da alegria.
Caras alegres, máscaras, sorrisos brancos e amarelos, olhos assustados e olhos doces, amigos e inimigos, observam o que não podem levar.
Assim horas e minutos compartilham o tempo que não quer ser contado, o tempo doido do acaso, o tempo do inesperado, o tempo que não sabe qual o tempo determinado.
E as mãos seguram e largam a todo instante a esperança.

por Elizabeth Pawlow